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A rota parte de três dados: o prenome do antepassado mais antigo que a família conhece, a cidade e uma faixa de décadas. O objetivo é chegar à linha de entrada dele, ou de alguém da mesma casa, numa irmandade do Rosário.
• Passo 1: descubra se a cidade da família teve irmandade do Rosário dos Pretos; a igreja com essa invocação costuma estar de pé no centro antigo.
• Passo 2: pergunte na própria irmandade, muitas ativas até hoje, se o acervo antigo segue com ela ou foi entregue à cúria.
• Passo 3: no catálogo do FamilySearch, busque a cidade e procure os registros da Igreja Católica e das irmandades.
• Passo 4: copie cada linha com o prenome procurado, junto com nação, condição, senhor e data.
• Passo 5: cruze a data e o senhor com os batismos e casamentos da paróquia na mesma década.
No passo 1, o Rio de Janeiro tem a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, na rua Uruguaiana, que serviu de catedral da cidade entre 1737 e 1808. Salvador tem a igreja do Rosário dos Pretos no Pelourinho, erguida pelos irmãos ao longo do século XVIII. Ouro Preto tem a sua no bairro do Rosário.
No passo 2, a resposta varia. Algumas irmandades guardam os volumes na sacristia; outras depositaram o acervo no arquivo da arquidiocese. Em Salvador e no Rio, parte desse material já foi estudada por historiadores, e as notas dos livros deles indicam se o volume procurado existe.
No passo 3, a busca por nome raramente acha esses registros, porque poucos foram indexados. O caminho é abrir as imagens e ler página a página, filtrando pela década da família.
No passo 5, o senhor é a ponte. Se a linha da irmandade traz Antônio, de nação Benguela, escravo de um certo capitão, o batismo dos filhos de Antônio costuma repetir o mesmo senhor, e o sepultamento dele pode estar nos termos de óbito da própria confraria.
Se a linha aparecer, a árvore ganha um dado raro: a nação africana declarada, a única pista escrita de onde a família saiu antes da travessia.
Se não aparecer, a lacuna tem explicação provável: o antepassado pode ter sido irmão de outra confraria, como São Benedito ou Santa Efigênia, ou o volume daquela década se perdeu. Sem o volume, não há como saber qual das duas hipóteses vale, e a busca segue nas irmandades vizinhas.
“Na sua família, alguém sabe em qual igreja do Rosário os mais antigos foram batizados ou enterrados?”
Hoje, até as 22h: descubra se a cidade mais antiga da sua família tem igreja do Rosário dos Pretos, faça 1 busca no catálogo do FamilySearch por essa cidade e anote quantos livros de irmandade aparecem.
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