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A conferência começa pela sua própria linha. Antes de abrir Silva Leme, monte a árvore de baixo para cima com certidões da família, até o antepassado mais antigo que você consegue provar.
Com esse nome em mãos, busque o sobrenome na transcrição da Genealogia Paulistana e procure um casal com nomes e datas compatíveis. Anote o título, o número do volume e a numeração da geração.
Divida a linha encontrada em duas partes. Da geração mais recente até o século XVIII, cada entrada costuma citar inventário, testamento ou batismo, e essas citações podem ser conferidas.
Do século XVII para trás, desconfie de toda ligação com fidalgo europeu, casa nobre ou cavaleiro de ordem militar. Se a entrada não aponta documento da época, ela é hipótese, por mais bonita que soe.
Três sinais denunciam uma linha inventada.
• O primeiro é o salto para a Europa sem papel: um povoador que chega a São Paulo já com avós nobres em Portugal ou na Espanha, nomeados, mas sem nenhum registro paroquial deles.
• O segundo é o ofício apagado: o antepassado aparece nas atas da Câmara como carpinteiro, ferreiro ou sapateiro e, na genealogia, só como fidalgo.
• O terceiro é a coincidência de nome com casa ilustre: um sobrenome comum ligado, por semelhança, a uma família famosa do mesmo sobrenome.
Os inventários paulistas dos séculos XVI e XVII foram publicados pelo Arquivo do Estado de São Paulo na série Inventários e Testamentos, e parte dela está digitalizada no site do próprio arquivo. As atas da Câmara também circulam impressas e digitalizadas.
Ao pedir a cópia de um inventário, informe quem morreu, a vila e a década. Os arquivos públicos costumam localizar o documento com esses três dados, e a consulta da versão digitalizada é gratuita.
Passo 1: escreva o nome do antepassado paulista mais antigo que você prova com certidão, com cidade e década.
Passo 2: encontre esse casal na transcrição da Genealogia Paulistana e anote volume, título e geração.
Passo 3: marque a primeira geração da linha que não cita nenhum documento da época; dali para trás, trate tudo como hipótese.
Quem faz essa marca enxerga a árvore real. A parte provada costuma ser menor, e cada geração dela tem um papel que qualquer parente pode pedir e ler.
Guarde as duas listas separadas, a provada e a herdada. Quando um parente perguntar de onde veio o brasão da família, você mostra em qual geração a prova termina.
“Até qual geração a sua árvore paulista tem papel, e onde começa a parte que só a tradição conta?”
Hoje, até as 22h: abra a transcrição da Genealogia Paulistana, busque 1 sobrenome da sua família e anote, num papel, o volume e o título em que ele aparece.
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