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Pelo Decreto 3.371, de 7 de janeiro de 1865, assinado por D. Pedro II, cada corpo de Voluntários da Pátria abria seus volumes de matrícula no ato do alistamento. Praça, no vocabulário do Exército, é o soldado sem posto de oficial, e eram dele quase todas essas páginas.
A linha do assentamento, o registro individual do militar, seguia colunas fixas. Primeiro vinham prenome, sobrenome e filiação, com o pai e, muitas vezes, a mãe. Depois a naturalidade, que podia ser a freguesia, a vila ou só a província.
Em seguida, a idade declarada e o estado civil. A idade era a que o homem dizia na hora, sem certidão, e varia de documento para documento: dois ou três anos de diferença entre a matrícula e o batismo aparecem com frequência.
Vinham então os sinais. O escrivão anotava a estatura, na medida da época, e descrevia cor, cabelo, olhos, nariz, boca, barba e qualquer marca particular, de verruga a dedo torto.
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OS SINAIS DO CORPO FAZEM AS VEZES DE FOTOGRAFIA
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A coluna importava porque a deserção preocupava o comando, e o Exército precisava reconhecer o fugitivo sem retrato. Para a família de hoje, a mesma coluna diz se o bisavô era alto, se tinha os olhos claros da avó, se carregava uma marca no rosto.
Ao lado, as alterações: data de embarque, companhia, combate em que esteve, ferimento, promoção, licença, deserção ou baixa. Cada anotação vem datada, e a sequência delas desenha o caminho do homem pela campanha.
O historiador Francisco Doratioto, em “Maldita guerra” (Companhia das Letras, 2002), reconstrói a campanha combate a combate e ajuda a situar cada data dessas alterações: Riachuelo em junho de 1865, Tuiuti em maio de 1866, Curupaiti em setembro de 1866.
A fonte tem buracos. Nem todo corpo deixou volumes completos, parte deles se perdeu, e muitos homens da Guarda Nacional, a milícia de cidadãos convocada pelo Império, foram ao front sem passar pelos Voluntários e ficaram registrados em outra série.
Também é comum o sobrenome sair grafado de ouvido: Gonçalves vira Gonçalvez, Teixeira vira Texeira. Na busca, vale tentar as variantes antes de concluir que o homem não está lá.
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