|
A rota começa pelo que o laudo tem de concreto: a lista de parentes genéticos, não a porcentagem. Um primo de terceiro grau compartilha com você um casal de bisavôs, e é nesse casal que o papel pode começar.
Passo 1: abra a lista de parentes do laboratório e filtre os primos de segundo e terceiro grau que têm árvore publicada.
Passo 2: compare os sobrenomes e as cidades dessas árvores com os da sua família, e anote o casal de ancestrais que aparece em comum.
Passo 3: procure esse casal no FamilySearch, na coleção Brasil, Registros da Igreja Católica, 1640 a 2012, com cadastro gratuito.
Passo 4: abra a imagem do livro, não só o índice, e copie a naturalidade dos pais e dos avós escrita pelo padre.
No passo 3, a busca por nome falha muitas vezes. O índice cobre só parte das imagens, e o caminho mais seguro é navegar pelo livro da paróquia, ano a ano, a partir da data aproximada.
A data aproximada vem do documento mais antigo da família. Uma certidão de casamento ou de óbito informa a idade, e a conta reversa dá o ano provável do batismo, com dois anos de folga para cada lado.
Se nenhum primo do banco tiver árvore, a lista ainda serve. Os sobrenomes que se repetem entre vários primos apontam o ramo provável, e a cidade que mais aparece nas descrições deles indica onde abrir o primeiro livro.
O acervo público vai além do FamilySearch. O Arquivo Nacional, os arquivos públicos estaduais e as cúrias diocesanas guardam livros paroquiais e civis, e boa parte da consulta presencial não tem custo.
Antes de ir ao arquivo, vale anotar o que o laudo não pode provar. Uma porcentagem de 9% italiana não diz qual bisavô era italiano, nem de que lado da família ele veio; só o cruzamento com os nomes dos primos e com os livros resolve a pergunta.
Para ancestrais portugueses, os arquivos distritais de Portugal publicam online os livros paroquiais digitalizados, com acesso gratuito pelo portal Tombo e pelos sites de cada distrito.
O laudo de DNA entra no fim como conferência. Quando o livro diz que o bisavô veio de Braga e o laudo traz forte componente ibérico, os dois se confirmam; quando discordam, a primeira suspeita recai sobre o papel copiado errado, e a segunda sobre a estimativa.
“Na sua família, alguém já foi ao livro de batismo antes de comprar o teste de DNA?”
Hoje, até as 22h: abra a lista de parentes do seu teste, ou o documento mais antigo da família se você não fez teste, e anote 1 casal de ancestrais com nome e cidade.
|