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A rota começa pela pessoa que usava o sobrenome. Escreva o nome completo dela, a cidade e a década aproximada do nascimento, do casamento ou do batismo, e conte quantas gerações separam vocês dois.
Cada geração exige uma certidão que ligue o filho aos pais. Para uma bisavó, a cadeia mínima tem quatro peças: a sua certidão de nascimento, a do seu pai ou mãe, a do avô ou avó e a certidão em que aparece a bisavó com o sobrenome.
Três documentos resolvem a maior parte dos elos.
• Certidão de nascimento em inteiro teor, aquela que copia o assento palavra por palavra, com nomes dos pais e dos avós.
• Certidão de casamento, que mostra o sobrenome de solteira da mulher e muitas vezes os nomes dos pais dos noivos.
• Certidão de óbito, útil quando o nascimento se perdeu, porque costuma trazer filiação e idade.
Certidões civis no Brasil começam em 1889, quando o registro civil se tornou obrigatório com a República. Para uma bisavó nascida antes, a prova pode vir do registro de casamento civil posterior ou de um assento de batismo da paróquia, que alguns cartórios aceitam como documento de apoio.
Os pedidos de segunda via podem ser feitos pelo portal Registro Civil, da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, que encaminha a solicitação a qualquer cartório do país e entrega a certidão em versão digital.
Ao montar a cadeia, confira a grafia. Rodrigues pode aparecer como Rodriguez, Rodrigos ou Rodriguês em certidões antigas, e o oficial pode pedir retificação do registro com erro antes de aceitar a inclusão.
Passo 1: escreva o nome completo da ascendente que usava o sobrenome, com cidade e década.
Passo 2: liste as certidões que ligam você a ela, uma por geração, marcando quais já estão na gaveta da família.
Passo 3: peça as que faltam em inteiro teor e leve a cadeia completa ao cartório de registro civil onde você foi registrado.
Antes de ir, telefone ao cartório e pergunte quanto custa a averbação e quais documentos de apoio ele exige, porque cada estado tem tabela própria. Leve as certidões originais e uma cópia de cada, e guarde o protocolo de entrada até a certidão nova chegar.
“Qual sobrenome da sua linha ficou para trás, e quantas certidões faltam até a pessoa que o usava?”
Hoje, até as 22h: escreva num papel 1 sobrenome que um bisavô ou bisavó usava e você não carrega, e anote ao lado o nome completo dessa pessoa.
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