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A rota começa por uma pergunta à família: em que fazenda, cidade ou região viviam os antepassados no tempo da escravidão? Anote como se chamava a propriedade, quem era o proprietário se alguém lembrar, e a década aproximada.
Sem nenhum nome de senhor, o registro da igreja ajuda. Assentos de batismo de crianças escravizadas registravam o proprietário ao lado dos pais. Ache o batismo de um avô ou bisavô nascido antes de 1888 e o sobrenome do dono costuma estar ali.
Com o sobrenome do senhor em mãos, a busca vai a dois lugares.
• O fórum da comarca onde ficava a fazenda. Autos antigos ainda podem estar no cartório do ofício cível ou no arquivo do Tribunal de Justiça do estado.
• O arquivo público do estado, que recebeu boa parte dos processos antigos. O Arquivo Público do Estado de São Paulo e o Arquivo Público Mineiro guardam inventários do século XIX em seus acervos judiciais.
Há também acervos regionais. O Centro de Memória da Unicamp guarda os processos judiciais da comarca de Campinas, uma das maiores regiões cafeeiras do Império. O FamilySearch, site gratuito da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, digitalizou parte dos inventários de vários estados.
Nos catálogos, a busca é pelo inventariado (o morto) e pela data aproximada. Muitos arquivos organizam por sobrenome e por década; alguns, só por número de caixa, e o atendimento ajuda a chegar à caixa certa.
Ao abrir os autos, vá direto à avaliação dos semoventes e leia linha por linha. Procure o prenome do antepassado, a idade compatível e qualquer pista de parentesco, como uma criança listada junto da mãe.
Passo 1: pergunte a 1 parente mais velho como se chamavam a fazenda e o proprietário que a família lembra.
Passo 2: sem esse nome, peça o batismo de um ascendente nascido antes de 1888 e leia o campo do senhor.
Passo 3: com o sobrenome do proprietário, consulte o catálogo do arquivo público do estado e do fórum da comarca.
Leve papel, lápis e celular para fotografar as folhas, se o arquivo permitir. Anote a caixa, o número dos autos e a folha de cada menção, porque é por esses números que você volta ao documento.
Nem todo inventário sobreviveu. Fóruns perderam autos em enchentes, incêndios e descartes, e algumas famílias de senhores nunca abriram inventário por falta de bens. Quando o maço não existe, a pesquisa segue por escrituras de compra e venda e pelos livros da igreja.
“Qual fazenda a sua família lembra, e quem era o dono dela?”
Hoje, até as 21h: ligue para 1 parente mais velho, faça 1 pergunta só, o nome da fazenda onde viviam os antepassados, e anote a resposta num papel.
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