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A rota parte do documento mais recente da bisavó e anda para trás até o dia do casamento. O objetivo é chegar à certidão de casamento em inteiro teor (a cópia que transcreve o registro completo, não só o resumo), porque é ela que entrega pai, mãe e terra natal da noiva.
• Passo 1: na certidão de óbito, anote cônjuge, município e idade da bisavó; o óbito costuma citar o marido e, às vezes, os pais.
• Passo 2: monte a janela do casamento, dos três anos antes do nascimento do filho mais velho até esse nascimento.
• Passo 3: descubra o cartório de registro civil que atendia o município naquela época; distrito pequeno muitas vezes tinha cartório próprio, depois extinto, com o acervo levado para a sede da comarca.
• Passo 4: peça a certidão de casamento em inteiro teor, informando o marido pelo nome completo, que não mudou, e a janela de anos.
• Passo 5: com pai e mãe da noiva em mãos, volte ao índice e procure o batismo ou o nascimento dela pelo sobrenome de solteira.
No passo 4, a busca pelo marido é o truque central. O sobrenome dele atravessou o casamento intacto, então o livro de casamentos e o índice do cartório o encontram mesmo quando a noiva sumiu do sistema.
Vale pedir inteiro teor, e não a certidão em breve relato (o resumo padronizado). O resumo pode deixar de fora testemunhas, profissão e anotações à margem, e são esses campos que levam à família dela.
As testemunhas merecem anotação. Em casamento de interior, muitas eram irmãos, cunhados ou padrinhos da noiva, e um sobrenome repetido entre elas confirma que o Teixeira achado é o certo.
Se o casamento foi só religioso, a rota muda de prédio. O Decreto 181, de 1890, fez do casamento civil o único reconhecido pelo Estado, mas muita família seguiu casando apenas na igreja, e o assento fica no livro da paróquia, que também registra a noiva pelo sobrenome de solteira.
Quando nem cartório nem paróquia guardaram o livro, sobra o batismo dos filhos. O assento de batismo costuma nomear a mãe com o sobrenome de solteira e citar os avós maternos, o que devolve o Teixeira pela via da criança.
Achada a certidão, a bisavó recupera o sobrenome com que nasceu, e a árvore ganha um ramo inteiro: pai, mãe, terra natal e, pelas testemunhas, irmãos.
“Na sua família, alguém sabe com que sobrenome a bisavó nasceu, antes de casar?”
Hoje, até as 22h: pegue 1 certidão de óbito ou de nascimento de filho da bisavó, anote o marido pelo nome completo e o município, e calcule a janela de anos do casamento para o pedido ao cartório.
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