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A rota parte de três dados da família: sobrenome, prenome provável e uma janela de anos para a chegada. O objetivo é achar a linha do desembarque no CEMLA e depois a prova de que o mesmo homem entrou no Brasil.
• Passo 1: entre em cemla.com, abra o buscador de passageiros e digite apenas o sobrenome, sem prenome.
• Passo 2: repita a busca com as variantes da grafia, como Ferraris, Ferraro e Ferrero.
• Passo 3: filtre os resultados pela nacionalidade italiana e pela janela de anos da família.
• Passo 4: compare idade, estado civil e profissão de cada linha com o que a família conta do bisavô.
• Passo 5: anote data, vapor e porto de embarque de cada candidato antes de abrir o próximo resultado.
No passo 1, o sobrenome sozinho rende mais do que a busca com prenome e sobrenome juntos. O prenome castelhanizado, como Juan no lugar de Giovanni, derruba a busca exata, e a lista do sobrenome mostra o leque inteiro de chegadas.
Achada a chegada em Buenos Aires, falta o caminho até o Brasil. Por terra, a rota mais comum ia de trem pela província de Corrientes até Paso de los Libres e cruzava o rio Uruguai para Uruguaiana. A ponte entre as duas cidades só foi inaugurada em 1945; antes dela, a travessia era feita de barco.
Do lado brasileiro, a melhor prova costuma ser posterior à chegada. O Decreto-Lei 406, de 1938, obrigou o estrangeiro residente no Brasil a se registrar na polícia, e as fichas desse registro, quando sobreviveram nos arquivos estaduais, trazem data e porto de entrada declarados. Ali, Buenos Aires pode aparecer escrito à mão.
Os processos de naturalização, consultáveis no Arquivo Nacional pelo SIAN (Sistema de Informações do Arquivo Nacional), guardam a mesma informação em quem pediu a cidadania brasileira. Se o bisavô se naturalizou, o processo costuma repetir a data de desembarque que ele lembrava.
Se nenhuma ficha aparecer, o registro de casamento no Brasil ainda ajuda. O padre ou o escrivão costumava anotar a naturalidade do noivo, e um termo como natural da Itália, residente antes em Buenos Aires, confirma a escala argentina mesmo sem data.
Vale também procurar os filhos. Um irmão mais velho do avô nascido na Argentina, com certidão de lá, prova que a família morou no país antes da fronteira, e o batismo portenho dá o endereço da casa.
Quando as duas pontas batem, a mesma data no CEMLA e na ficha brasileira, a árvore ganha o vapor, o porto de saída na Itália e, por ele, a província onde procurar o batismo.
“Na sua família, alguém contava que o bisavô passou pela Argentina antes de chegar ao Brasil?”
Hoje, até as 22h: entre no buscador do CEMLA, faça 3 buscas com o sobrenome do bisavô em três grafias e anote cada data de chegada que aparecer.
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