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O registro do dia são os livros de batismo, casamento e sepultamento da Igreja Anglicana de Barbados, guardados pelo Barbados Department of Archives, em Black Rock, perto da capital Bridgetown.
A ilha se divide em 11 paróquias desde o século XVII: St. Michael, Christ Church, St. Philip, St. John, St. George, St. Thomas, St. James, St. Joseph, St. Andrew, St. Peter e St. Lucy. Cada uma mantinha os próprios livros.
A anglicana era a igreja oficial da colônia. Durante séculos, o batismo nela funcionou como registro de nascimento, inclusive para os filhos de ex-escravizados depois de 1834.
O FamilySearch fotografou e indexou parte desses livros na coleção “Barbados, Church Records, 1637-1887”, que aceita busca por nome, ano e paróquia.
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O BARBADIANO QUE CHEGOU A PORTO VELHO EM 1910 NASCEU, EM GERAL, ENTRE 1870 E 1892
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A conta vem da idade de quem pegava no pesado: entre 18 e 40 anos na obra. Para quem nasceu até 1887, o índice do FamilySearch resolve. Para os nascidos depois, o caminho são as imagens não indexadas e o Registration Department, em Bridgetown, que emite certidões por pedido à distância.
Antes da abolição existe outra fonte. Entre 1817 e 1834, o governo britânico exigiu um censo trienal dos escravizados de cada fazenda, os Slave Registers, guardados no The National Archives, em Londres, na série T 71. Os registros de Barbados saíram em 1817, 1820, 1823, 1826, 1829, 1832 e 1834, e hoje estão digitalizados no Ancestry. Eles trazem prenome, idade, cor e às vezes a origem africana.
Do lado brasileiro, o melhor documento é o de inteiro teor (a cópia integral do assento, com todas as anotações da margem) do nascimento ou do casamento lavrado em Porto Velho. A certidão resumida corta a naturalidade; a de inteiro teor guarda o que o escrivão ouviu.
O engenheiro e historiador Manoel Rodrigues Ferreira, em A Ferrovia do Diabo, de 1959, registra que a obra reuniu trabalhadores de dezenas de nacionalidades e que os antilhanos foram dos poucos grupos a fincar raiz na cidade quando os trilhos ficaram prontos.
Ficaram, em boa parte, num bairro perto da ferrovia que Porto Velho chamou de Barbadian Town. Os filhos nasceram brasileiros, foram registrados no cartório local e herdaram o sobrenome da ilha com a nacionalidade errada do pai anotada ao lado.
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