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A rota tem quatro endereços, e o primeiro é o mais próximo de quem procura.
Comece pelo que a família guarda. Peça ao cartório de origem a certidão de inteiro teor, que copia o assento completo e as anotações da margem, e monte a corrente de nomes até o registro mais antigo que der para provar.
Do registro civil para trás, o caminho é a paróquia. Batismo, casamento e óbito das freguesias catarinenses e gaúchas estão digitalizados e abertos no FamilySearch, e é neles que o casal açoriano reaparece já em terra firme.
O segundo endereço é o Projeto Resgate, em resgate.bn.gov.br. A série de Santa Catarina cobre de 1717 a 1827 e tem índice onomástico, ou seja, busca por nome de pessoa, com link direto para a imagem do manuscrito.
O catálogo desses avulsos também está publicado pelo Arquivo Público do Estado de Santa Catarina, em acervo.arquivopublico.sc.gov.br, e serve para localizar caixa e documento antes de abrir a imagem digitalizada.
O terceiro endereço fica nas ilhas. Os registos paroquiais e de passaportes dos Açores estão em culturacores.azores.gov.pt, cobrem de 1541 a 1911 e a consulta não custa nada.
Os originais ficam em Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, e a busca nos três arquivos regionais roda em arquivos.azores.gov.pt. É ali que o batismo do casal listado costuma aparecer, com o nome dos pais junto.
O quarto endereço são os papéis de terra do lado brasileiro. Inventários, testamentos e registros de data de terra, guardados no arquivo público estadual, mostram a família amarrada ao chão que recebeu do Reino.
Três armadilhas derrubam quase toda busca por Bittencourt. A primeira é a grafia. Procure também por Bitencourt, Bettencourt, Betencor e Bitancourt, e no buscador do acervo tente só o trecho final do nome.
A segunda é a versão de brasão vendida por sobrenome. Armas pertencem a pessoa e a linhagem provada em processo, nunca a um sobrenome inteiro, e nenhum site que cobra por brasão substitui a relação de embarque.
A terceira é procurar pelo nome quando o caminho é o lugar. As levas saíam da mesma freguesia em grupo, então achar a paróquia de origem de um vizinho da lista costuma abrir a paróquia da sua família também.
Achar a primeira aparição do nome segue três movimentos, nesta ordem.
Passo 1: recolha o que já existe em casa. Anote nome completo, data, cartório, livro e número de cada certidão, e feche a corrente de gerações até onde o papel provar.
Passo 2: atravesse 1889 pela paróquia. Procure batismo, casamento e óbito no FamilySearch e copie a margem inteira, principalmente a freguesia açoriana citada na certidão de casamento ou no assento de óbito.
Passo 3: entre no Projeto Resgate pelo índice onomástico e pela freguesia. Leia a relação de casais linha por linha, com a idade declarada ao lado do nome, e anote caixa, documento e ano de cada aparição.
O nome que a sua família carrega hoje entrou no Brasil dentro de uma conta de viagem paga pelo Reino. Está escrito à mão, com idade e ilha ao lado, e a página continua guardada com data e número.
"Em que ilha o seu sobrenome estava antes de entrar na lista da Coroa?"
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